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Since 2010, Denise Hills has led Sustainability and Inclusive Business at Itaú Unibanco, the largest private bank in Brazil, operating in 20 countries. Denise uses networking as one of her strategies – she is the Vice President of the Brazilian Global Compact Network, a member of the Executive Committee of the United Nations Environment Program’s Financial Initiative (UNEP-FI), both linked to the UN; Denise is also a member of the Sustainability Committee of FEBRABAN (Brazilian Federation of Banks), and a substitute member of the Board of Directors of CEBDS (Brazilian Business Council for Sustainable Development).

GlobeScan’s Director in Brazil, Álvaro Almeida, spoke with Denise about sustainability challenges in the financial sector.

Published 19 April 2017


Q
What are the major sustainability challenges for the financial sector?

AThe capital flow for a carbon-intensive or socially non-inclusive economy remains high. The challenge is how to reduce investments in this traditional economy, which is still profitable because social and environmental costs are not being accounted for. It is not that positive impact is not happening, but rather that the negative impact is still being undervalued. The financial sector has made great headway in recent years integrating ESG issues into strategies, scenarios analysis, risk methodologies, etc. Legislation has also raised the bar, and the flow of capital has increased for a green economy. The challenge now is less about awareness and empowerment, and is more about how to move forward on issues such as carbon pricing, which we can’t do alone.

Do you find it necessary to build collective solutions with other stakeholder groups?

The financial sector operates and evolves from collective solutions. We have seen that with the strengthening of new economic standards, where there is more cooperation than competition. The goal is to catalyze large movements to promote this thinking. It is true that the global economy is not stable, that there are advances and setbacks, developments like the Paris COP21 agreements and clear dissonances in current geopolitics. The fact is, if we want more capital flowing into a low-carbon economy, we need to work together.

How do you address these topics at Itaú Unibanco?

We strive to be clear on what sustainability means to us, and work to ensure it is completely integrated into the organization’s governance. We understand that it is very inefficient to work alone. Therefore, we seek to identify networks that can catalyze movements, such as UNEP-FI, The UN Global Compact, and Febraban (Brazilian Federation of Banks), among others. It is the work of a curator to understand where there will be an effective contribution, where we can influence or be influenced and move the organization to another level.

What is the theme that most personally mobilizes you today?

To catalyze great movements, either internally or externally, is what mobilizes me. Itaú Unibanco is an organization where every action can generate huge consequences. I feel like an entrepreneur, which requires fierce discipline because for every step you take here, there’s no going back, and you set a new standard. Having worked in innovation has helped me to have this persistence toward an agenda of change.

How do you deal with innovation in a bank?

Innovation calls for a cultural change in the corporate world. It is important to understand that technology is a tool that allows us to boost new ways of operating, but it’s more about attitude than technology. You need to be a positive disruptor, to think that you can do things differently. Due to connectivity and the speed of transformation, the ability to decode society and to promote change has always been relevant, and is now essential.

 


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Desde 2010, Denise Hills lidera a área de Sustentabilidade e Negócios Inclusivos no Itaú Unibanco, o maior banco privado do Brasil, com atuação em outros 20 países. Denise utiliza a atuação em rede como uma de suas estratégias: é vice-presidente da Rede Brasileira do Pacto Global, integrante do Comitê Diretor da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI), ambos ligados à ONU; conselheira-suplente do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável) e membro da Comissão de Sustentabilidade da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos).

O Diretor da GlobeScan no Brasil, Álvaro Almeida, conversou com Denise sobre quais são e como superar os próximos desafios de sustentabilidade no sistema financeiro.

Publicado em 19 Abril 2017


Q
Quais os grandes desafios de sustentabilidade para o setor financeiro neste final de década?

AO direcionamento de capital para uma economia ainda intensiva nas emissões de carbono ou socialmente não inclusiva permanece alto. O desafio hoje é como reduzir a atração de investimentos para essa economia tradicional, que ainda é rentável porque não se considera o desconto relativo aos custos sociais e ambientais. Não é o impacto positivo que não está acontecendo, mas a precificação do impacto negativo. Afinal, o setor financeiro deu um belo salto nos últimos anos na incorporação das questões ESG às estratégias, análises de cenários, metodologias de risco etc. A legislação também subiu a régua. O fluxo de capital tem aumentado para uma Economia Verde. O desafio agora é menos sobre consciência e capacitação, mas como avançar em temas como precificação de carbono, nos quais não é possível andar sozinho.

Então é necessário construir soluções conjuntas com outros grupos de stakeholders, superando um modelo mental altamente competitivo?

O sistema financeiro opera e evolui dentro de numa lógica de soluções conjuntas e o fortalecimento dos novos padrões da economia é um tema onde há mais cooperação do que competição. O objetivo é catalisar grandes movimentos para promover essa lógica. É bem verdade que a economia não está plana, há avanços e retrocessos, evoluções como os da COP de Paris e dissonâncias claras na atual geopolítica global. O fato é que, se queremos que flua mais capital para uma Economia de Baixo Carbono, não dá para trabalhar isolado.

Como você encaminha esses temas no Itaú?

Procuramos ter clareza sobre o que significa sustentabilidade para nós e trabalhamos de forma integrada à governança da organização. Do lado externo, entendemos que é ineficiente trabalhar sozinho. Portanto, buscamos identificar as redes que podem catalisar  movimentos, como UNEP-FI, Pacto Global, Febraban, entre outras. É um trabalho de curadoria para entender onde haverá uma contribuição efetiva, onde poderemos influenciar e ser influenciados e mover a organização para um outro patamar.

Qual o tema que hoje mais lhe mobiliza pessoalmente? Por que?

Catalisar grandes movimentos me mobiliza. Seja interna ou externamente. O Itaú é uma organização tão grande que cada movimento pode gerar uma enorme repercussão. E eu me sinto como uma empreendedora interna, o que exige uma disciplina feroz porque cada passo que você dá, não há volta atrás, você estabelece um novo padrão. O fato de ter trabalhado em área de inovação me ajudou a ter essa obstinação na direção de uma agenda de mudança.

Como você lida com inovação em um banco?

É preciso entender que a tecnologia é um meio, a ferramenta que permite impulsionar novas formas de operar. E a inovação pede uma mudança cultural no mundo corporativo. É mais atitude do que tecnologia. É ser uma espécie de divergente positivo, pensar que dá para fazer, o que quer que seja, de um outro jeito. Por conta da conectividade e a velocidade da transformação, a capacidade de ler a sociedade e  promover a transformação sempre foi importante e agora é essencial.

Welcome to GlobeScan Dialogues, where we interview leaders in business, civil society, government and academia to shed light on how to navigate and succeed in a changing world.